Este post é sobre Liderança, sobre mim e sobre o meu aprendizado.
Há tempos que quero falar de Liderança, mas não achava que tivesse algo realmente relevante para contribuir com esse tema, tão discutido, tão dito, tão definido, tão tanto que me perco tentando entendê-lo.
Hoje, estou tendo com um grupo de amigos a oportunidade de me colocar em uma posição de liderança, a oportunidade de assumir a responsabilidade que ser (estar) líder implica e encontrar formas de lidar com esse movimento, quero comentar aqui, um pouco dessa experiência.
A literatura parece estar em consenso sobre a liderança ser sempre uma atividade de influenciar e motivar um grupo de pessoas para que atinjam um determinado objetivo.
Roberto Tranjan, James Hunter e Stephen Covey (minhas principais referências) falam sempre em proatividade, servidão, responsabilidade, integridade, entrega e muita atenção aos colaboradores, a equipe, ao grupo.
Tenho tentado aplicar esses conceitos estimulando o máximo a pergunta, a participação, a tomada de decisão mas percebi (tristemente) o tamanho da minha resistência quanto a opinião do grupo, o quanto eu mesmo me fecho com as minhas próprias idéias e toda a opinião contrária me causa incomodação, impaciência, tenho vontade de jogar contra o outro todas as “maravilhosas” vantagens da minha idéia, e nesse processo, esqueço de ouví-lo, perco a portunidade de aprender com o que o outro viveu.
Como pude perceber esse meu comportamento cedo, tratei de entendê-lo e mudá-lo. Nas reuniões e discussões, antes de emitir qualquer opinião, faço o máximo esforço para buscar todas as vantagens das idéias dos meus colegas, e a cada vez que faço isso, minha opinião muda, sempre, ou fica mais completa, mais concisa, ou é completamente alterada. Me permito destruir meus conceitos a cada vez que me deparo com um significado diferente, e a partir disso, o reconstruo. Chamo esse movimento de Confiar.
Con-fiar, ou, fiar com, tecer junto, construir, criar em grupo. Tenho aprendido que esse simples gesto em relação às pessoas, de Confiar no que elas pensam, sentem, falam, enfim, expõe, me possibilita criar com elas, antes eu estava fiando sozinho, perdendo a possibilidade de construir algo muito maior com a colaboraçã de todos.
Aprendi, graças a grandes amigos, que não há nada mais bonito, nada mais prazeroso e gratificante do que Confiar, Fiar junto. Fazer parte de um todo que pode construir coisas incríveis. Um todo que se complementa e que cresce junto.
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