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Arquivo da Categoria ‘Sistemas de Informação’

Casos e Práticas para apropriação das TICs por ONGs

23, novembro, 2009 kaleu 3 comentários

Este artigo é o resultado da disciplina de Informática e Sociedade, ministrada pelo professor José Eduardo De Lucca no curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal de Santa Catarina. O objetivo era criar um artigo que trabalhasse os diversos temas estudados ao longo do semestre, optei por pensar e pesquisar como a TI poderia ser utilizada para gerar valor à sociedade através de ONG’s.

Fique a vontade para comentar e criticar.

1. Introdução

Este trabalho objetiva apresentar o perfil do terceiro setor em Florianópolis e propor ações a partir do uso de Software Livre (SL) e Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) que se adequem ao cenário atual e ajudem a diminuir as principais necessidades deste setor, bem como, gerar oportunidades.

O presente trabalho utiliza referência a casos de 4 ONGs e do papel da Tecnologia nas suas respectivas ações, a apresentação de temas referentes as TICs e ao Software Livre e inclui a experiência profissional do autor.

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PSI do Terceiro Setor de Florianópolis – Ainda um sonho…

17, agosto, 2009 kaleu Sem comentários

Neste semestre inicio a elaboração do tão sonhado TCC.

A primeira missão é definir o tema, buscar um professor que se identifique com o tema e partir pra revisão bibliográfica.

PSI – Planejamento de Sistemas de Informação

Há um ano e meio tive o privilégio de cursar uma disciplina chamada “Planejamento de Sistemas de Informação” (PSI) e a partir dela elaborei (junto ao colega Murilo Laghi) uma pesquisa envolvendo documentos e entrevistas com os membros do Colégio de Aplicação da UFSC (CA).

Sou eternamente grato aos membros do CA, especialmente à Patrícia Orofino (coordenadora de TI do CA) e ao professor Roberto Carlos dos Santos Pacheco que me possibilitaram realizar este trabalho, uma experiência fascinante que coloca o profissional de Sistemas absolutamente dentro do mundo da instituição, seus pontos fracos e fortes, as pessoas que fazem com que a ela se mova, as que a paralisam. E com isso tudo nos tornamos verdadeiramente capazes de identificar os pontos em que os sistemas de informação podem realmente ser eficazes.

Apesar deste trabalho ter sido apenas parcial, obtive um crescimento pessoal que me possibiltou muitas das conquistas que tive até hoje. Mas o que mais me chamou a atenção foi, durante as entrevistas com os membros do CA, perceber como eles abriam seu coração e seus projetos quando lhes dava a devida importência e respeito.

O mundo de uma instituição é muito mais complexo do que quem está de fora (ou mesmo dentro dela) consegue perceber, e é realmente maravilhoso perceber como é possível estimular o desenvolvimento de uma instituição quando realmente a respeitamos.

Esse enfoque, frizando respeito e atenção é importante porque principalmente na área de TI existe uma grande arrogância entre os profissionais, muitas soluções prontas de fábrica e muito desrespeito com os processos e a cultura das organizações.

Por tantos motivos é que me volto hoje para o sonho de criar algo que seja digno do meu tempo de dedicação e estudo, digno da minha universidade e digno dos profissionais que auxiliam a minha formação.

Por fim, viso o terceiro setor como uma forma de devolver à sociedade o que recebi pelo tempo em que mantive meus estudos em uma universidade pública de altíssima qualidade, a UFSC.

Bem, vamos agora em busca desse sonho.

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Blog Colaborativo para o curso de Sistemas de Informação – Algumas conclusões

Tive a oportunidade há pouco mais de uma semana de conversar com a coordenadora do curso de Sistemas de Informação da UFSC e com o Prof. Mariani sobre uma idíeia que apresentei aqui mesmo, um blog colaborativo para o curso de Sistemas de Informação.

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Blog Colaborativo para o curso de Sistemas de Informação

23, abril, 2009 kaleu 1 comentário

Há algum tempo que ando incomodado com a distância que nós alunos criamos dos demais colegas, do pessoal de outras fases, a distância entre a turma do fundão e o pessoal da frente por exemplo.

Tivemos no semestre passado uma experiência em que fomos separados em grupos que deveriam interagir como setores de uma empresa para definir uma estratégia única de gestão da informação. Claro que o resultado final não foi tão fantástico, aifnal foi a primeira e até agora única iniciativa de unir todos da turma sob um mesmo objetivo.

Ao mesmo tempo que percebemos o afastamento entre nós também ficou muito claro o quanto a experiência de trabalhar em equipe pode ser gratificante, nos obrigávamos a conversar toda semana, nem que fosse por e-mail. No final do semestre conseguimos tecer uma apresentação na qual todos os membros foram protagonistas, ensinando inclusive os demais do grupo que haviam participado de todas as discussões.

A partir dessa experiência ficamos mais atentos para trabalhos coletivos e nesse mesmo semestre compartilhamos alguns materiais de estudo e novamente, tivemos um aprendizado muito rico com essa nova percepção, essa consciência um pouco diferente.

A partir desse movimento enho buscado formas de nos colocarmos (a mim memso principalmente) mais próximos uns dos outros, de todas as pessoas fantásticas que temos a nossa volta, tantos que sabem tanto e tanto que permanece com tão poucos.

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Mitos da Indústria de software

Durante muito tempo, e ainda hoje entre profissionais pouco experientes no desenvolvimento de software foram cultivados alguns mitos que dificultam as estimativas de prazo e custo, a qualidade dos projetos e a especificação dos requisitos. Esses mitos estão em todos os envolvidos nessa indústria: clientes, desenvolvedores e gerentes.

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Paradoxo da Indústria de Software

Os Softwares são cada vez mais complexos, precisam ser desenvolvidos em menor tempo e possuem exigências mais precisas de qualidade. Esse paradoxo sempre existiu na indpustria de software e tem se mostrado valioso para o desenvolvimento científico e tecnológico da área, proporcionado também pelos grandes avanços na área de hardware. Precisamos então, discutir como atuar sob esse paradoxo. Abaixo são colocadas três formas básicas de lidar com esse contexto:

Abordagem metódica

A primeira forma é o uso de um modelo adequado de planejamento dos sistemas, assim como é feito nos demais campos da Engenharia. Esta solução representa a repetição de boas experiências anteriores e criação de métricas para acompanhamento do desenvolvimento.

Ferramentas (Automação)

Uma boa parte do desenvolvimento de sofwtare é gasto em tarefas monótonas como a criação de estruturas de classe do projeto para o código, a solução nesse caso pode ser o uso de ferramentas que automatizem o processo (uma IDE de desenvolvimento). Vale lembrar que tarefas monótonas quase sempre levam ao erro humano.

Reuso

Muitas das soluções em software possivelmente já foram desenvolvidas em contextos distintos, portanto, pode ser aproveitado, diminuindo em muito o tempo de desenvolvimento.

Conclusão

Existem diversas formas de possibilitar desenvolvimento de softwares mais complexos em menos tempo, porém, é válido se manter atento ao fato que as três soluções indicadas exigem planejamento e estudo, ou seja, tempo. É preciso saber equilibrar as soluções em busca do que for mais adequado para o seu projeto, tarefa que na maioria das vezes não é nada fácil.

Fonte:
Este artigo está baseado nas aulas da disciplina “Engenharia de Software” do curso de Sistemas de Informação pe,a UFSC com o professor Ricardo Pereira e Silva.

Anotações: Visão geral 7 passos da Engenharia de Requisitos

24, março, 2009 kaleu Sem comentários

Seguem abaixo pequenas anotações sobre as 7 etapas da Engenharia de Requisitos proposta por Pressman no livro Engenharia de Software (6ª edição).

O processo de Engenharia de Requisitos (ER) ocorre em sete etapas: concepção, levantamento, elaboração, negociação, especificação, validação e gestão.

Concepção

Concepção inicial do software. O objetivo desta etapa é entender o problema, quais os envolvidos, a natureza da solução e iniciar o processo de comunicação entre clientes e colaboradores.

Levantamento

Perguntar aos envolvidos no projeto:

  • Qual o objetivo do produto?;
  • Como o produto se enquadra nas necessidades do negócio?;
  • Como o produto será utilizado?

Entretanto, existem diversos problemas nesse ponto do projeto:

  • Problemas de escopo: Não se identifica corretamente os limites do que o Software deve ou não fazer, muitas vezes requisitos técnicos desnecessários confundem o entendimento da solução esperada;
  • Problemas de entendimento: O cliente não tem dompinio suficiente do problema, não conhece o potencial de uma solução computacional, omite informações óbvias, entre outros;
  • Problemas de volatividade: Os requisitos mudam ao longo do tempo.

Elaboração

Refinamento das informações obtidas na etapa anterior com a inclusão de modelagens de cenários de interação do usuário com o sistema e modelagem das classes envolvidas tanto como a relação entre elas.

Negociação

É frequente que após a etapa de elaboração muitos requisitos não estejam de acordo com a disponibilidade de recursos disponíveis ou ainda sejam conflitantes entre si. Nesse ponto os requisitos são avaliados junto ao cliente e podem ser excluídos, combinados ou ainda serem acrescentados novos requisitos.

Especificação

A especificação é a apresentação formal dos dados obtidos até o momento podendo incluir gráficos, textos em linguagem natural, modelagem de cenários ou um protótipo. O principal é que a especificação possa guiar o desenvolvimento futuro indicandos os limites do software com as suas possibilidades e limitações.

Validação

Nesse ponto, todos os envolvidos (clientes, colaboradores e usuários) avaliam os requisitos em busca de erros de interpretação, ambiguidade e omissões. Pode ser usado um modelo de questões checklist para validar os requisitos.

Gestão de Requisitos

A gestão de requisitos é o processo que visa identificar, controlar e rastrear requisitos e modificações nos requisitos ao longo de um projeto. Em projetos de grande porte com centenas de requisitos é essencial um modelo formal, muitas vezes baseado em tabelas que cruzam estes requisitos com os aspectos do sistemas como interface e dependências. Para projetos menores esse processo pode ser feito de forma mais informal.

Um pouco sobre minha paixão por Redes Sociais

20, março, 2009 Kaléu Caminha 1 comentário

Desde que tive o primeiro contato com os conceitos de sistemas colaborativos, comunidades de prática e redes sociais, de alguma forma eu tive certeza que seria com essa área que eu iria utilizar boa parte da minha energia criativa (trabalho).

Primeiro, veio a paixão pelo software livremuito por incentivo do mestre De Lucca – e pela forma como pessoas que nunca se viram antes conseguem criar produtos incríveis, altamente complexos e quase sempre com pouco investimento financeiro e pouco tempo.

Logo, veio a introdução ao mundo dos fóruns e dos blogs e com isso um sentimento maluco de que seria possível construir um mundo em que todos tivessem voz, poder, sucesso e tranquilidade. Voz como multiperspectiva, os diversos pontos de vista sobre um mesmo tema, o poder como força criativa, o sucesso como reconhecimento pelo seu trabalho, e tranquilidade, principalmente nos campos econômico e profissional.

Em pouco tempo, graças ao conhecimento e personaliade brilhante do professor Roberto Pacheco conheci um pouco sobre a gestão do conhecimento e sobre o papel do profissional de Sistemas de Informação no mundo.

Além disso, o passo que me levou a acreditar no meu potencial foi a entrada no grupo de pesquisa LAPJOR com o admirável professor Elias Machado, do centro de jornalismo – que discute a produção colaborativa e multimidia de notícias. Percebi pelas leituras e opiniões dos meus colegas, que minhas idéias e perspectivas em relação aos sistemas colaborativos estavam sendo compartilhados com muito mais pessoas do que eu poderia imaginar, e se já estava sendo trabalhado em um campo específico, como o jornalismo, então eu possivelmente estava no caminho correto.

Faltava então uma forma de começar a trabalhar com redes sociais, conheci as iniciativas em torno da WebSocial, naveguei em diversas redes sociais e me percebi ainda confuso sobre como trabalhar com essa área.

Foi quando conheci a ferramenta ELGG. Produzida especificamente para a criação de redes sociais, a analisei com calma, e como se enquadrava perfeitamente ao nosso projeto no LAPJOR, a sugeri como plataforma base ao nosso trabalho, tive apoio do grupo e inicei meus estudos com ela.

Agora, depois de uma boa introdução ao tema sob diversas perspectivas, após a percepção de que existem muitas pessoas compartilhando meus ideais e após encontrar uma ferramenta base ideal para iniciar qualquer projeto de sistemas colaborativos tenho certeza de que é com isso tudo que eu  quero trabalhar me divertir, agora basta definir os próximos passos e ir à luta. Sem dúvida, há muito o que fazer.

Conversando sobre a Empreja Júnior de Sistemas de Informação e Ciência da Computação na UFSC

11, dezembro, 2008 Kaléu Caminha 4 comentários

Tive uma conversa muito interessante e motivadora com o Ramon, colega universitário, sobre nossas idéias acerca da criação de uma Empresa Júnior que contemple os cursos de Sistemas de Informação (SIN) e Ciência da Computação (CCO) da UFSC.

Muitos dos pontos já haviam sido discutidos com alguns colegas do curso de Sistemas de Informação e são expostos aqui como uma coletânea de possibilidades, conclusões e até mesmo sonhos.

Os dois cursos precisam trabalhar juntos

Como o próprio Ramon colocou, em CCO não existe quase nenhuma base em administração o foco é o desenvolvimento de tecnologias, já SIN busca o uso mais eficiente dessas tecnologias, moldando-a às necessidades do cliente. Os dois cursos se complementam, a empresa ficaria um pouco capenga com apenas um dos cursos.

Em busca da união

Percebemos a importância de trabalharmos juntos, compartilhar nossas experências, conhecimentos e sonhos. Queremos oferecer a possibilidade de agrupar pessoas com interesses semelhantes em função de objetivos que possam trazer benefícios para os estudantes, a universidade e principalmente a sociedade.

A cada semestre são desenvolvidas ricas idéias em trabalhos de conclusão de curso, queremos que isso possa ser compartilhado. Porque não oferecemos a oportunidade dos futuros defensores de TCC’s apresentarem seus trabalhos para nós?, alunos, que podemos juntos avaliar o trabalho e ajudar a melhorá-lo, oferecendo idéias, artigos, críticas ou mesmo fazendo cara feia quando considerarmos o trabalho muito aquém da capacidade do concluinte de curso.

A cada trabalho em grupo desenvolvido com sucesso, aonde todos aprendem, inclusive durante a sua apresentação, penso em como seria proveitoso poder criar um ambiente em que possamos – estudantes e professores – agir como um grande grupo, respondendo dúvidas de colegas, fazendo sugestões, conversando sobre o futuro profissional, a carreira, o trabalho desenvolvido, etc.

Um dos meus sonhos particulares (que realmente gostaria que fosse também um sonho de mais pessoas) é a criação de uma rede social nossa, dos estudantes da UFSC e que nessa rede possamos nos comunicar com qualquer estudante, de filosofia à Engenharia de Materiais e que desses encontros surjam projetos, parcerias profissionais, grana, amigos, muito aprendizado e diversão.

Tudo que já acontece pelos cantos obscuro dessa universidade impossível de se conhecer por inteira, mas que pode ser potencializado, integrando os cursos que hoje parecem pertencer a mundos completamente diferentes.

Apoio dos professores

Sem o apoio desses grandes caras é impossível querer levar a empresa adiante, a experiência, bom senso, companheirismo e conhecimento desses grandes mestres é o que faz a universidade tão forte e é um dos fatores que nos motiva a querer sempre mais conhecimento.

Temos o privilégio de ter pessoas sempre dispostas a colaborar e a responder nossos questionamentos. Já pudemos conversar informalmente com algumas dessas pessoas e ficamos contentes com seu apoio.

Da 1ª a 9ª fase

O ciclo de permanência de qualquer aluno em uma empresa júnior deve ser curto para possibilitar inovação constante e aprendizado de um maior número de pessoas. Não queremos começar um projeto que terminará com nossa saída da universidade, queremos levá-lo aos alunos das primeiras fases para que 1) possam conhecer melhor a área em que atuarão e 2) se interessem em levar o projeto pra frente.

Ao mesmo tempo seria patético montar uma bela e harmoniosa estrutura sem conhecimento técnico suficiente. Precisamos então que alunos em fases adiantadas do curso colaborem, compartilhem, e permitam que o conhecimento flua pela universidade, pela empresa e pelas pessoas.

Com que projetos começar?

Essa foi difícil e rendeu um bom tempo de discussão..e ainda renderá muito mais.
Temos várias possibilidades, projetos sociais, buscar parcerias com empresas privadas, desenvolver projetos pessoais ou buscar satisfazer algumas necessidades pertinentes do INE ou da UFSC.

Desenvolver projetos sociais é outro de meus sonhos mas reconheço que será necessária uma estrutura melhor organizada para desenvolver trabalhos com qualidade.

Buscar parcerias com empresas privadas nos traz o risco de não conseguirmos conter a influência da empresa e permitir que essa influencie demais os alunos/cursos e prejudique o desenvolvimento sólido e completo que almejamos. Queremos sim poder trabalhar com as empresas, buscar projetos que permitam a todos terem benefícios, mas queremos fazer isso com cautela.

Projetos pessoais são importantes, necessários e realmente gostaria que existisse um espaço para que esses projetos possam se desenvolver. Mas talvez uma abordagem mais produtiva esteja em criar meios de inserir os projetos pessoais nas atividades da empresa.

Por fim, acreditamos que a melhor opção é buscar as demandas de sistemas para o nosso departamento e para UFSC a fim de buscar experiência e nos estruturarmos para a busca de campos maiores. Será interessante também conhecer melhor as pessoas que fazem parte da UFSC, cultivar um bom relacionamento dentro da instituição, consideramos esse um dos pilares para o sucesso de uma EJ.

A importância das demais EJ’s

Ficamos muito contentes com a abertura das EJ’s de diversos cursos ao nosso contato, sempre dispostas a conversar, trocar idéias, etc. Cogitou-se a possibilidade de desenvolver ferramentas sociais que possibilitem uma comunicação diagonal entre todas as empresas júnior presentes na UFSC, a fim de estarmos sempre aprendendo uns com os outros.

Outra possibilidade é auxiliarmos no suporte de informática a essas empresas inclusive trocando serviços.

Conclusão

Não há nada melhor que conversar, permitir que as idéias venham e vão.
Estamos apenas no começo dessa empreitada que não temos a mínima idéia de como ocorrerá. Mas as discussões até aqui já foram suficientes para me ensinar muito, e independente do que venha pela frente, já estou ganhando, a cada conversa, a cada discussão, a cada nova pessoa cujas idéias eu posso escutar.

Recuperação de Informação

23, novembro, 2008 Kaléu Caminha Sem comentários

Introdução

Recuperação de Informação (RI) segundo Salton (1968), é a “área de pesquisa que se preocupa com a estrutura, análise, organização, armazenamento, recuperação e busca de informação”.

Existem três formas em que a informação pode ser encontrada, a estruturada (Ex. Banco de Dados), semi-estruturada (Ex. XML) e não-estruturada (Ex. documentos de texto, imagens, vídeos).

Uma das principais áreas de atuação da RI hoje é busca de informações relevantes em documentos e páginas web, de forma que essa informação pode estar presente em documentos de texto, áudio, vídeo, ou seja, informação não-estruturada geralmente em linguagem natural que por sua vez é extremamente complexa e difícil de ser analisada por possuir diversas dimensões (fonológico, morfológico, léxico, sintático, semântico, discurso e pragmático).

O principal objetivo da RI é “recuperar informação (contida em documentos) que possa ser útil ou relevante para o usuário” (Wikipedia). O que nos traz novas dimensões ao problema, como saber o que é relevante ao usuário? Como estabelecer quantitativamente essa relevância?

Passos da RI

1º passo – Consulta: “Para obter documentos de seu interesse, o usuário deverá traduzir uma necessidade de informação em uma consulta…um conjunto de palavras-chave” (Wikipedia).

2º passo – Indexação: Um índice “é uma coleção de termos que indicam o local onde a informação desejada pode ser localizada” (Cardoso, O. N. P.. 2000). O principal modelo de índice é a Lista invertida que possibilita uma indexação simples de termos por documento.

3º passo – Ordenação: Envolve a tarefa de apresentar as informações obtidas ao usuário que realizou a consulta. Pode estar contida aqui a etapa de apresentação gráfica da informação.

Relevância

Segundo Olinda Cardoso (Cardoso, 2000) “há freqüentemente uma distância semântica entre a real necessidade do usuário e o que ele expressa na consulta formulada. Essa distância é gerada pelo limitado conhecimento do usuário sobre o universo de pesquisa e pelo formalismo da linguagem de consulta”, como forma de solucionar parcialmene essa questão Ilza Leite Lopes coloca: “para alcançar a resposta pretendida pelo usuário de informação, faz-se necessária a execução de movimentos e operações táticas, ora restringindo os resultados alcançados, ora ampliando-os para a obtenção de informações mais relevantes, conforme o pedido de busca demandado”.

Como podemos inferir relevância aos resultados obtidos de forma a aumentar cada vez mais a taxa de precisão nas consultas (querys)?

Um dos mecanismos mais comuns para resolver essa questão é utilizar uma matriz tri-dimensional com o peso de um determinado termo para um certo documento. De forma que um mesmo termo possa ter pesos diferentes em documentos diferentes e buscas por mais de um termo possam ter seus pesos somados para indicar a relevância de um documento.

Outro mecanismo amplamente estudado e utilizado é a Ontologia, cuja intenção é tornar certos tipos de conhecimento quantificáveis, ou seja, possíveii de serem manipulados em um computador.

Novos mecanismos de busca tem aplicado diversas formas de atribuir relevância aos seus conteúdos, um dos que mais me chamou a atenção é o Sproose, no qual é possível votar nos resultados mais relevantes de sua busca.

Acredito fortemente no poder do feedback dos usuários para os mecanismos de busca, como o que o Google está fazendo ao exibir ícones de “aprovate” ou “remove” ao lado de cada resultado de uma busca, deixando que você indique o que quer e o que não quer que seja exibido nos resultados de suas buscas.

Modelos de RI

“Os modelos clássicos, utilizados no processo de recuperação de informação (booleano, vetorial e probabilístico) apresentam estratégias de busca de documentos relevantes para uma consulta (query)” (Cardoso, 2000).

Modelo booleano: Baseado na teoria dos conjuntos, utiliza lógica booleana (AND, OR, NOT) para buscar termos em documentos.

Modelo Vetorial: “Assinalamento de pesos não binários aos termos de indexação dos documentos e consultas” (Wikipedia), sua principal vantagem é a possibilidade de resultados parciais das consultas.

Modelo Probabilístico: “O modelo probabilístico descreve documentos
considerando pesos binários que representam a presença ou ausência de termos”
, possuindo ao final um gral de similaridade entre documentos e termos.

Processamento em Linguagem Natural: Mais complexo, além de utilizar técnica dos três modelos acima usa principalmente ontologias. O professor Fabiano Duarte Beppler, tem trabalhado ese tema em sua tese, Hermeneus.

Conclusão

A Recuperação de Informação, surgida na decada de 60 toma força com a popularização da internet e principalmente com a quantidade de informação não-estruturada disponível. Novas fomas de análise e organização da informação popularizam-se ao mesmo tempo que novas são criadas. Buscadores que além da automatização na indexação dos documentos utilizam as interações com o usuário para atribuir pesos as informações analisadas começam a aparecer e prometem grandes avanços para a área nos próximos anos.

Bibliografia

Cardoso, O. N. P.. Recuperação de Informação. Disponível em <http://www.dcc.ufla.br/infocomp/artigos/v2.1/olinda.pdf>, acesso em 23 de novembro de 2008.

Lopes, I. L.. Estratégia de Recuperação de Informação: revisão da literatura. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/ci/v31n2/12909.pdf>, acesso em 23 de novembro de 2008.

Wikipedia. Recuperação de Informação. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Recupera%C3%A7%C3%A3o_de_informa%C3%A7%C3%A3o>, acesso em 23 de Novembro de 2008.

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