Tive uma conversa muito interessante e motivadora com o Ramon, colega universitário, sobre nossas idéias acerca da criação de uma Empresa Júnior que contemple os cursos de Sistemas de Informação (SIN) e Ciência da Computação (CCO) da UFSC.
Muitos dos pontos já haviam sido discutidos com alguns colegas do curso de Sistemas de Informação e são expostos aqui como uma coletânea de possibilidades, conclusões e até mesmo sonhos.
Os dois cursos precisam trabalhar juntos
Como o próprio Ramon colocou, em CCO não existe quase nenhuma base em administração o foco é o desenvolvimento de tecnologias, já SIN busca o uso mais eficiente dessas tecnologias, moldando-a às necessidades do cliente. Os dois cursos se complementam, a empresa ficaria um pouco capenga com apenas um dos cursos.
Em busca da união
Percebemos a importância de trabalharmos juntos, compartilhar nossas experências, conhecimentos e sonhos. Queremos oferecer a possibilidade de agrupar pessoas com interesses semelhantes em função de objetivos que possam trazer benefícios para os estudantes, a universidade e principalmente a sociedade.
A cada semestre são desenvolvidas ricas idéias em trabalhos de conclusão de curso, queremos que isso possa ser compartilhado. Porque não oferecemos a oportunidade dos futuros defensores de TCC’s apresentarem seus trabalhos para nós?, alunos, que podemos juntos avaliar o trabalho e ajudar a melhorá-lo, oferecendo idéias, artigos, críticas ou mesmo fazendo cara feia quando considerarmos o trabalho muito aquém da capacidade do concluinte de curso.
A cada trabalho em grupo desenvolvido com sucesso, aonde todos aprendem, inclusive durante a sua apresentação, penso em como seria proveitoso poder criar um ambiente em que possamos – estudantes e professores – agir como um grande grupo, respondendo dúvidas de colegas, fazendo sugestões, conversando sobre o futuro profissional, a carreira, o trabalho desenvolvido, etc.
Um dos meus sonhos particulares (que realmente gostaria que fosse também um sonho de mais pessoas) é a criação de uma rede social nossa, dos estudantes da UFSC e que nessa rede possamos nos comunicar com qualquer estudante, de filosofia à Engenharia de Materiais e que desses encontros surjam projetos, parcerias profissionais, grana, amigos, muito aprendizado e diversão.
Tudo que já acontece pelos cantos obscuro dessa universidade impossível de se conhecer por inteira, mas que pode ser potencializado, integrando os cursos que hoje parecem pertencer a mundos completamente diferentes.
Apoio dos professores
Sem o apoio desses grandes caras é impossível querer levar a empresa adiante, a experiência, bom senso, companheirismo e conhecimento desses grandes mestres é o que faz a universidade tão forte e é um dos fatores que nos motiva a querer sempre mais conhecimento.
Temos o privilégio de ter pessoas sempre dispostas a colaborar e a responder nossos questionamentos. Já pudemos conversar informalmente com algumas dessas pessoas e ficamos contentes com seu apoio.
Da 1ª a 9ª fase
O ciclo de permanência de qualquer aluno em uma empresa júnior deve ser curto para possibilitar inovação constante e aprendizado de um maior número de pessoas. Não queremos começar um projeto que terminará com nossa saída da universidade, queremos levá-lo aos alunos das primeiras fases para que 1) possam conhecer melhor a área em que atuarão e 2) se interessem em levar o projeto pra frente.
Ao mesmo tempo seria patético montar uma bela e harmoniosa estrutura sem conhecimento técnico suficiente. Precisamos então que alunos em fases adiantadas do curso colaborem, compartilhem, e permitam que o conhecimento flua pela universidade, pela empresa e pelas pessoas.
Com que projetos começar?
Essa foi difícil e rendeu um bom tempo de discussão..e ainda renderá muito mais.
Temos várias possibilidades, projetos sociais, buscar parcerias com empresas privadas, desenvolver projetos pessoais ou buscar satisfazer algumas necessidades pertinentes do INE ou da UFSC.
Desenvolver projetos sociais é outro de meus sonhos mas reconheço que será necessária uma estrutura melhor organizada para desenvolver trabalhos com qualidade.
Buscar parcerias com empresas privadas nos traz o risco de não conseguirmos conter a influência da empresa e permitir que essa influencie demais os alunos/cursos e prejudique o desenvolvimento sólido e completo que almejamos. Queremos sim poder trabalhar com as empresas, buscar projetos que permitam a todos terem benefícios, mas queremos fazer isso com cautela.
Projetos pessoais são importantes, necessários e realmente gostaria que existisse um espaço para que esses projetos possam se desenvolver. Mas talvez uma abordagem mais produtiva esteja em criar meios de inserir os projetos pessoais nas atividades da empresa.
Por fim, acreditamos que a melhor opção é buscar as demandas de sistemas para o nosso departamento e para UFSC a fim de buscar experiência e nos estruturarmos para a busca de campos maiores. Será interessante também conhecer melhor as pessoas que fazem parte da UFSC, cultivar um bom relacionamento dentro da instituição, consideramos esse um dos pilares para o sucesso de uma EJ.
A importância das demais EJ’s
Ficamos muito contentes com a abertura das EJ’s de diversos cursos ao nosso contato, sempre dispostas a conversar, trocar idéias, etc. Cogitou-se a possibilidade de desenvolver ferramentas sociais que possibilitem uma comunicação diagonal entre todas as empresas júnior presentes na UFSC, a fim de estarmos sempre aprendendo uns com os outros.
Outra possibilidade é auxiliarmos no suporte de informática a essas empresas inclusive trocando serviços.
Conclusão
Não há nada melhor que conversar, permitir que as idéias venham e vão.
Estamos apenas no começo dessa empreitada que não temos a mínima idéia de como ocorrerá. Mas as discussões até aqui já foram suficientes para me ensinar muito, e independente do que venha pela frente, já estou ganhando, a cada conversa, a cada discussão, a cada nova pessoa cujas idéias eu posso escutar.
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